Saturday, June 24, 2017

3.5

Comemorando os 30 com 1 ano de antecedência (2012)
Dia 01 de julho completo 35 anos. O que dizer desse tempo de vida?
Vou começar pelas expectativas que eu tinha em completar 30:
1- Nenhuma em especial.
Nunca fui de fazer planos pro futuro, sonhava, mas não planejava, não colocava metas, apenas vivia um dia de cada vez, um mês por vez e no fim dos anos eu olhava pra trás e não tinha novamente nada projetado pro ano seguinte. Nem aquelas listas de "10 coisas para fazer no novo ano", até tentava escrever é verdade, mas nem no dia seguinte eu tentava realizar o que tinha listado.

Até que, esse ano eu me dei conta do caminho que minha vida seguiu, apesar de conscientemente nunca ter criado metas eu acabei realizando alguns dos sonhos que as vezes tinha mensionado em ocasiões que me perguntavam "O que tu queres pra tua vida?".
Essa pergunta até os meus 26 anos eu respondia duas coisas: "Quero morar na praia" e "Quero ter uma padaria", toda vez arrancava risos do entrevistador - é, eu respondia isso em alguma entrevistas - e aí com o passar dos anos fui parando de me imaginar no futuro, só tinha uma certeza; eu queria festejar meus 30.
Os 30 chegaram, mas não foi bem como esperei, foi uma fase dificil, cheia de transições, aos 30 estava em um trabalho que eu não era feliz, tinha um re;acionamento abusivo que eu não tinha consciencia que estava, comecei a fumar, bebia quase todo fim de semana, morava ainda na casa da minha mãe e ainda levei o namorado pra morar comigo (coisa que fui meio forçada), enfim, no geral minhas lembranças dos 3 primeiros anos da década tão esperada foi desgastante.
Aí, aos 33 anos (exatamente) minha vida deu uma virada maravilhosa!
Chega de tempos negros, de dias que eu me forçava a rir pra não pirar, de morar na casa da minha mãe que era num lugar extremamente barulhento.
No mês que completei 33 mudei de cidade, comecei a trabalhar com a minha área, num emprego cheio de benefícios, uma empresa que eu realmente fiquei feliz, e com ela vieram os tais desejos que tinha pra minha vida que eram eles:
- Sair da minha cidade (mudei para um muncípio a duas horas da capital)
- Sair da casa da mamae (obvio)
- Ter internet (só no celular dado pela empresa, mas já tava contando)
- Chuveiro elétrico (isso foi sorte, já veio na casa)
- Ar-condicionado (também já veio na casa)
- Dinheiro para comprar todos os livros que eu quero (melhor de todos!)
- Morar perto do trabalho (em 5 minutos, adando pro trabalho já estava lá)
E claro, trabalhar com o meu amor, MARKETING.
Então, comecei a trabalhar e aprender coisas novas, e no marketing de saúde. Estava fazendo pós-graduação, tava solteira e super magra.
Em janeiro do ano seguinte fui convidada a trabalhar em Belém ganhando o dobro do que eu recebia. Isso me deixou tão nervosa, era a segunda vez que estava sendo convidada a trabalhar em uma empresa e com proposta de maiores benefícios. Quando isso aconteceu eu parei e disse: "Caramba!! Eu to crescendo mesmo! A vida adulta me pegou!" então aceitei a proposta.
[Pra que fiz isso???]
Junto com esse salário e cargo dobrado vieram alguns ônus que eu não tinha tanta garra para superá-los como: Inveja e trânsito desagradavel. Aí talvez quem esteja lendo isso diga: "Ah vá! Inveja e trânsito, em que mundo tu vive pra não saber conviver com isso em prol de um grande salário e reconhecimento?" simplesmente vivo em um meio de pessoas que são verdadeiras, que falam as coisas na minha cara, e quando estamos acostumados com uma qualidade de vida como a que eu tinha é dificil aceitar menos.
Em abril negociei minha saída, em junho voltei pra empresa que eu havia saído e a qual eu era muito feliz e sabia. Voltei como coordenadora e ganhando o mesmo que ganhava antes só que agora com mais credibilidade, o salário é só uma questão de tempo para ser reajustado, e agora vou fazer um ano nele e nem penso em cometer essa loucura de novo.
Aos 34 eu aprendi que nem tudo é dinheiro, que nem tudo é ter uma posição de bem sucedida, mas sim, se ver como tal e agir como. O resto é resultado dos teus atos.
Então recebo os meus 35 numa fase da minha vida que minha felicidade está completa, estou bem profissionalmente, crescendo a cada dia, ganhando cada vez mais a confiança da minha direção, minha mãe está bem de saúde, meu irmã também está bem, meu namoro está suave e é isso.
Completar esses 35 anos já me dá uma visão tão mais real e possível de um futuro cada vez melhor.
E como sempre deixo a minha gratião à todos que estiveram ao meu lado (mesmo que longe) e são essas pessoas que quero ao meu lado no dia 01-07-17.

Abraços e que comece a contagem regressiva pros 40!

[Dê o play. Faz mais sentido ouvir a trilha sonora da minha vida quando lê a minha história]

Wednesday, November 16, 2016

Maturidade ou Cansaço



Abri aqui depois de tanto tempo com intenção de falar sobre amadurecimento, mas acabo de me questionar se estou suficientemente madura para me atrever a falar sobre isso... Caso notem que não, peço desculpas e que entenda que a maturidade tem fases. Essa é a minha.

Como sempre o que me move é a vida sentimental, é o meu coração que diz se devo estar feliz, grata, ansiosa, confiante, por aí vai. E nesse momento ele está calmo, o suficiente pra deixar meu cérebro trabalhar numa boa, sem maiores conflitos, só que mesmo estando focado na minha vida profissional, o meu cérebro me chamou atenção pra uma coisa; meu namoro esta diferente, o que antes era cheio de momentos correspondentes agora somos dois corpos fazendo vários nadas no mesmo ambiente, olhos nos olhos não existe mais, abraços demorados ou dormir agarrado já viraram lenda de antigos namorados.

A minha percepção - que acredito ser o acúmulo de experiências desses meus 20 anos de vida romântica - me mostra que já estamos a caminho do fim, e como estou? Estou bem, racional e só triste porque acreditei (mais uma vez) que estava no caminho certo, um relacionamento sem conflitos, sem cenas de ciúmes ou de qualquer outra coisa que acaba com o amor, nesse relacionamento só via benefícios. Confiança mútua, parceria legitima, gostar de estar perto, ou seja, uma amizade que só fizemos adicionar o benefício da pegação, como eu costumava dizer.

Infelizmente vejo que nem tudo que pensei ser benefícios talvez tenha sido o causador do fim.

É, realmente, ainda não acabou, mas eu vivo como se estivesse, ao menos foi essa a sensação que tive durante o feriado prolongado. A amizade tava como antes, sem plus algum, até menos que antes, já que quando eramos só amigos ele me tocava e me olhava bem mais.

Hoje estou aqui, processando o que deveria ser sentido, sofrido. Como será o meu eu amanhã? Um palpite, estarei cada vez mais só, sem interesse em interesses.

E o que tudo isso tem a ver com maturidade? A minha reação. O que antes eu escreveria carregada de sentimentos e poesias doloridas, hoje estão com comparações frias por uma alma calejada.

Valeu por me ler.
Abraços.

Wednesday, June 15, 2016

Quem nos ensina a viver, a vida.

Algum tempo venho passando por algumas situações pelas quais eu sempre me questiono "Por que ninguém disse pra mim que seria assim?", onde está a escola que além de te ensinar matemática, português e outras matérias, que você mais tarde descobre que não servem pra basicamente nada, e quando pensa que vai usar, foi ensinado errado só pra que fosse fácil o entendimento?

Pois bem, essa escola é o seu dia-a-dia junto com suas referências e julgamentos do que você considera certo fazer. Mas existem fases em que parecem prova de conclusão de semestre, onde temos a chance de colocar de uma única vez tudo em prática, é o que chamam de `passar de fase`. Vou lhes dar alguns exemplos para que você perceba quando essa fase chegar.

Tudo que é ruim acontece com você por dias, semanas, meses e as vezes até anos.

Começa com pequenas derrotas como perder o ônibus, perder o emprego, o namorado, alguém da sua família adoece e só tem você pra cuidar, aí você  passa pela fase de dizer pra si mesma "isso é só uma fase, vai passar", depois vem o desespero de "Meu Deus o que tá acontecendo?"e aí você vai ficando triste, sem vontade pra fazer nada que possa melhorar ao menos seu dia, então você acorda uma manhã e diz "Eu vou mudar isso!" toda cheia de esperanças, mas a professora Vida é bem cruel, aí ela puxa teu tapete e não te deixa fazer as coisas que planejaste, sabotando teu dia.

Essa é a hora que você tem que parar, respirar fundo e lembrar das suas referências, buscar alguma lição de algum livro lido, lembrar se algum amigo seu passou por isso e como melhorou e tentar por em prática na tua vida, pros teus problemas.

O mais difícil é você organizar suas ideias, e encontrar o plano. Então você fica cansada (o) e aceita essa fase com dignidade, não desistindo, continua mandando currículos, acompanha o parente ao médico, esquece o ex e deixa os dias e meses passarem até quando acontece A virada.

Você é chamado pra uma entrevista, você é admitido, seu familiar doente melhora e do nada, você já está sorrindo de novo, gastando seu dinheiro, se sentindo viva e interessante de novo e aí surge um novo namorado.

É isso, a vida é exatamente isso.

Acordar cedo pra ir pro trabalho, almoçar aquela comida que você gosta uma vez por semana, ir pra aula, chegar em casa e dormir.

E tente sempre lembrar dessas mudanças de fases da vida, pra sempre levar consigo um aprendizado que poderá ser usado na próxima onda de má sorte.

Particularmente encaro isso como a prova final de um ano letivo para saber se você está preparada pra viver uma nova fase.

E como sabemos que fomos bem ou não? Simples, quando olhamos pra trás e pro presente e vemos que estamos melhores do que antes.

Monday, August 31, 2015

Bem vida nova vida!



Tudo mudou e virou.

Ia escrever algo sobre minhas mudanças, mas cheguei a conclusão... Vocês não precisam saber dos detalhes ;)
Acho que esse sorriso basta =)

Monday, January 05, 2015

1º devaneio de 2015


Enquanto tomava banho pensei: "o que é o AMOR?"
Essa questão me persegue desde muito jovem. Acho que mais nada na minha vida foi tão importante quanto descobrir o verdadeiro significado, descobrir se o que estou sentindo é ou não o amor real.
Ainda não cheguei a nenhuma conclusão definitiva -ainda bem-, mas fico me perguntando, será que ja passei pelo verdadeiro amor da minha vida e me separei por não aguentar a decepção de não ser quem ele esperava que eu fosse?


Às vezes, em momentos de fraqueza me culpo por ser quem sou, me culpo por pensar demais, sentir mais ainda e ter muitas vontades, talvez mais do que qualquer outro ser, segundo observações do possível "verdadeiro amor", me culpava inclusive por sonhar muito, por ler excessivamente e pior, por nunca achar que lia o suficiente.


Quando estávamos no processo de separação, de aceitação do término,  eu sofria muito por achar que eu era a culpada, me perguntava: "por que sou quem sou?", "onde foi difícil mudar quem sou para ficar com quem eu amo?", "por que fui tão egoísta em não aceitar mudar pra ser feliz com quem eu amava e me amava?".


Escrevendo hoje, relembrando essas dúvidas cruéis que me cutucavam todas as noites antes de dormir,  ainda me sufocam, me fazem puxar um ar que parece nunca entrar nos meus pulmões.
Para me acalmar, olho em volta, vejo o lugar que me encontro agora pela manhã e lembro da noite que tive. Não, não foi uma noite de amor físico como todos no mundo pensam, foi uma noite de amor diferente, uma noite em que me olharam varias vezes dentro dos meus olhos e viram quem sou, e com um sorriso lindo e brilhante me disseram: "Eu vejo você. Eu sei que tens feridas, que estas pela metade, eu também tenho as minhas cicatrizes, também estou pela metade, mas eu gosto de você exatamente pela "altista" que és, pela mulher que tu és, pela menina que tu és, pelas unhas ruídas que tens. Eu quero você e não alguém que eu sonho que sejas, eu te enxergo."


Sim, estou com outra pessoa, foi rápido demais?  Eu acho que não, quem somos nós para julgarmos o tempo certo para encontrarmos alguém que nos faz bem? Ele sabe que ainda sinto dores, ele sabe que ainda tenho amor, ele sabe e eu sei que isso vai passar, e eu estou aberta para receber aos poucos, quem sabe, um novo amor. Experimentar um amor parceiro, um parceiro que está disposto a entrar no meu mundo,  conhecer o que me agrada e desagrada, e está disposto a me mostrar o seu mundo. Estamos dispostos. Como diz o Teatro Mágico "Os opostos se distraem. Os dispostos se atraem."

Nós estamos dispostos a sermos felizes e parceiros.

Quem garante que eu era a errada? Onde está o roteiro que eu deveria seguir para garantir que eu não errasse mais? O fato de eu não pedir que ele mude foi errado?  Não pedir pra ele mudar era garantia de que ele era perfeito, ou eu que não acho certo forçar mudança?  Será que um dia ele percebeu ou parou para pensar nisso? Será que ele se questionava? Acho que não, como ele mesmo dizia, "tu pensa muito!" talvez ele não pense tanto nas questões da vida e aí ele tinha a ilusão de que o mínimo que eu pensava era muito. Quem sabe?

Saturday, April 05, 2014

Cadê a minha humanização?



Eu adoraria saber o porque de eu não gostar de gente. Pelo menos não gostar da idéia de ter gente por perto. Vou explicar.

Quando levanto cedo, em um dia lindo de sol é por querer aproveitar uma linda manhã e com o silêncio que deveria haver em uma manhã de sábado, já que muita gente na noite anterior (sexta) resolveu se divertir. Tá. Aí me arrumo toda confortável, pronta pra ir pro meu lugar preferido na minha cidade, a Estação das Docas, sempre sento na mesma mesa, por alguns minutos tenho a imensa satisfação em poder apreciar a paisagem, ler um livro ou simplesmente degustar um café enquanto penso na minha vida. 

Não demora muito as pessoas aparecem. "Droga! O meu escritório é público!" e o mais estressante é que elas tem filhos, ou seja, não saíram na noite anterior pra justamente fazer bagunça no terreno alheio. 

Indignada coloco meu fone, eu realmente preciso voltar pro meu mundo de paz, mas agora sem o silêncio, - tudo bem, eu posso conviver com isso- mas então, de uma forma tão escrota, descubro que o volume máximo do meu celular não é o suficiente pra abafar a gritaria das crianças e as conversas empolgadas desses intrusos. 

O que me resta?
Ir embora, é claro! 

Por que o mundo não é mais silencioso? Por que as pessoas não são cuidadosas? Acho que elas deveriam respeitar o espaço auditivo dos outros. Afinal, eu tenho tanto direito quanto eles de usufruir desse espaço. Se eu tomo cuidado pra não ser desagradável, eles também deveria ter essa noção.

Mas não.

É por isso que odeio as pessoas! 


Saturday, September 28, 2013

Viver é experimentar

Ontem vivi no mesmo dia o extremo das diferenças.

Imagem da Internet


Primeiro fui visitar meu amigo Pompeu, um homem de 70 e poucos anos, sereno, natureba, cheio de conteúdo, tanto que eu acho que deveria existir mais uns dois ou três pra poder comportar tanta sapiência.

Sempre que o visito perco a hora, só percebo que é hora de ir embora, quando lembro que ele dorme cedo. Bom! A questão é, que, depois de ler alguns artigos que ele achou interessante separar pra compartilhar comigo, ver fotos antigas da Belém que ele conheceu, ver a empolgação dele com as lembranças de ter andando em um ônibus com formato de zepelim, lembrar que as edificações mais lindas que ele já viu em Art Nouveau foram destruídas para dar espaço as construções do "futuro", "moderno".

Com ele, sempre tenho aulas de história, de bom gosto musical, de literatura. Eu sempre saiu de lá mais inteligente do que cheguei.

Me dá prazer conversar com alguém que sempre tem planos para o futuro, que debate todo e qualquer assunto, que tem opinião sobre tudo.

Então, o deixei ir dormir, já com o próximo encontro marcado, claro!

De lá fui pra casa de uma amiga que não via algum tempo, tem a minha idade, está estudando moda, sua segunda graduação.

As pessoas que hoje a cercam são jovens de 18 a 23 anos, companheiros de curso.

Ela por natureza, ao contrário do Pompeu, é agitada, irrequieta, agora então, resolveu pintar o cabelo de azul, adora ser fotografada, e recebe os recém adultos na casa dela após as aulas. Não é pra estudar, é pra beber, comer, fumar um baseado.

Nada contra quem bebe, ou fuma um baseado. Mas acredito, que aquele não era o meu momento, depois de ter saído de um encontro tão rico, estragar meu dia assim. Então lembrei que sempre falei que tinha "espírito de velho", mas depois que ouvi o texto Tô Idoso (autor desconhecido) lido pelo Pompeu, vi que não tenho nada de velha, só sou seletiva com as pessoas que ando, que me disponho a falar, e o que vou fazer com meu corpo.

Isso me lembrou que uma vez, namorei um rapaz que morava com o pai. Sempre que eu ia na casa dele, o pai dele só dizia "oi" e eu perguntei pro namorado se o pai dele não gostava de mim, então ele respondeu. "Não é isso, é que ele não perde tempo conversando com alguém que não lê jornais"  achei um absurdo, que discriminação! Mas hoje, dou meia razão pra ele, por que perder tempo com alguém que não fala a minha língua? Mas também penso; por que não me dar a oportunidade de conhecer o mundo dos outros, e se possível ajudar essas pessoas a conhecerem o meu mundo também?

Todo relacionamento é válido! Sempre! Até com um bandido.